Diretor Fábio, com o seu olhar de geógrafo e filósofo, como o senhor vê essa rabada de milho verde?
"Ela é mais do que um almoço, parece que esse prato carrega uma história e uma memória afetiva para os alunos. Cabe destacar que no ano de 1958, o professor Jair Córdova, Tio Jajá, se comprometeu a fazer um almoço para os então funcionários do Banco da Indústria e do Comércio de Santa Catarina, instalado no município de Bom Retiro. Era algo descartável, não tinha muito valor agregado como tem hoje, hoje a rabada é mais cara do que os pratos nobres, mas naquela época era descartável e tinha preço mínimo. A celebração do dia da família, simboliza o que tem de sucesso da produção agropecuária com um prato que a gente celebra, seis tachos, 650 litros 600 pessoas; então é uma celebração de muita alegria, por quê? Porque as pessoas que visitam a escola passam pelo caminho do conhecimento, que são os projetos que vocês desenvolvem aqui."
Quando foi a primeira vez que foi feita a rabada de milho verde na escola?
"Então, no ano de 2017 foi realizada a primeira rabada de milho verde. Só teve descontinuidade com os anos da pandemia do Covid, que de lá pra cá, sempre se tornou uma tradição."
Qual o objetivo amplo que se deseja passar com a rabada de milho verde? Há outro prato que se é famoso? O que ele pode influenciar na rabada de milho verde?
"Tudo que é local, a gente deseja que vocês possam desbravar e conhecer o mundo, em cada lugar que você visitou existe um prato típico. O churrasco que era específico também na nossa região hoje está no mundo inteiro, todo mundo gosta de saborear. Assim, um dia esperamos que a rabada de milho verde também avance por todos esses rincões do mundo, para que as pessoas possam entender onde que surgiu isso."
Qual o objetivo deste evento para as famílias?
"Projetos para orgulhar a família, orgulhar os professores e a sociedade e destacar os projetos que vocês desempenham; então esse é o grande objetivo do dia da família."
Como você acha que a rabada de milho verde afeta a cultura local?
"O evento da rabada de milho verde vai ser celebrado por muitos que vieram aqui como a última rabada do ano."
Bom, diretor Fábio, o senhor é doutor em geografia, para quem estuda os lugares, como nosso jornal ajuda a mostrar que a nossa escola é mais do que um prédio, mas sim um espaço vivo de culturas para os alunos?
"Visa oferecer aos estudantes competências necessárias para que vocês possam enfrentar com maior capacidade possível e com a melhor inserção no mercado de trabalho. Este trabalho que vocês estão desempenhando irá fornecer para a sociedade de Bom Retiro uma forma de conhecer todas as competências que vocês estão desenvolvendo."
Bom, a nossa segunda pergunta seria: Qual é a sua principal expectativa ao ver os alunos assumindo o papel desse jornal e contando as histórias da nossa escola?
O que o senhor espera que mude na convivência deles após essa experiência?
"Todas as vezes que os estudantes assumem o protagonismo, desempenhando e propondo ações no ambiente escolar irá permitir com que as pessoas conheçam o que é desempenhado nesse ambiente; nós temos a função social sendo exercida em sua magnitude."
Esta edição une a nossa tradicional rabada de milho verde, os esportes do Jesc e o grupo de dança. Na sua opinião como esse mix de assuntos ajuda a construir a identidade da nossa escola?
"A rabada de milho verde é a síntese da economia do município de Bom Retiro, por isso que é desenvolvida. Somos um dos maiores produtores de milho do estado de Santa Catarina. Somos um dos maiores produtores de cebola, tomate e assim como os demais hortifrutis que se colocam nesse prato típico. Então, mais do que a execução do dia da família de integração, se celebra a economia do município de Bom Retiro. Em relação aos jogos escolares, já trouxeram medalhas para nossa sociedade, já entendem a importância que é o conjunto de ações no ambiente escolar. Não é restrito apenas para um espaço, a dança também está representada e outros projetos que vão surgir no decorrer deste ano."
O senhor acredita que esse jornal pode se tornar um canal oficial para mostrar à cidade o que acontece aqui dentro, como o dia da rabada e o desempenho no Jesc? Qual o impacto que o senhor espera causar na comunidade de Bom Retiro?
"Este projeto vai oferecer a toda a comunidade escolar e da nossa população, a certeza de que os estudantes que por aqui passam têm uma formação profissional, humana, que é capaz de ajudar a transformar a realidade do nosso município, trazendo maiores benefícios. A formação profissional vai ser destacada, também a humana, por este projeto. Então as pessoas da nossa sociedade, empresas e o comércio saberão analisar e com certeza irão buscar quando assim o tiverem formados, para que vocês possam, assim como os outros egressos que por aqui já passaram, possam exercer as suas funções de destaque na sociedade de Bom Retiro. E o jornal é esse meio de comunicação que vai trazer lá para aqueles que fizerem a leitura."
Minha última pergunta: Qual é a sua principal expectativa ao ver os alunos ocupando esse papel de repórteres e contando a história da nossa cidade e da nossa escola através das páginas de jornal?
"Não é expectativa, mas a realização de um sonho. O aluno sendo protagonista, a função da escola está sendo executada com a sua plenitude; isso vai servir de base para qualquer profissão que vocês forem exercer na vida. Porque, para que a gente possa concluir, o que mais destaca é que vocês vão informar à sociedade, a toda comunidade o que vocês produzem de melhor, mas agora eu sei que nós temos projetos que são capazes de transformar a realidade da nossa cidade. Para Bom Retiro, precisamos destacar muito as qualidades de cada um de vocês para que possam, quando concluírem aqui, se inserirem da melhor maneira possível na sociedade. O sucesso de vocês a partir do ano que vem é o nosso sucesso e esse projeto com certeza irão contribuir muito para isso."
Entrevista Realizada pelos alunos da 3º série Técnico em Informática:
Ariel Sangaletti Borges & Davi Soares Schmidt